sexta-feira, 20 de junho de 2014

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Frio, escuro. Não era assim que eu precisava começar.
Digo como quem escrevia intensamente sobre os sentimentos e como quem alimentava-se de sonhos.
Meu oxigênio ainda continua sendo o mesmo, porém as mudanças tem me consumido e enxergo-me diferente da pessoa que escrevia. 
Fiz escolhas erradas, experimentei sentimentos diferentes, aprendi, cresci, caí.. Sofri tanto. Levo comigo tantas cicatrizes e uma visão: dói cada vez menos.
Perder pessoas me deixava fraca, fria, impotente. Não agora, perder me faz ser forte, me faz querer continuar, seguir em frente. Sorrir.
Sobre os lugares que vivi, de cada um tiro uma lembrança, de cada momento uma fraqueza e de cada instante um novo sonho. 
Ainda existe um pouco de mim dentro de mim.