quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
domingo, 22 de novembro de 2015
SONETO LXV
Se a morte predomina na bravura
Do bronze, pedra, terra e imenso mar,
Pode sobreviver a formosura,
Tendo da flor a força a devastar?
Como pode o aroma do verão
Deter o forte assédio destes dias,
Se portas de aço e duras rochas não
Podem vencer do Tempo a tirania?
Onde ocultar - meditação atroz -
O ouro que o Tempo quer em sua arca?
Que mão pode deter seu pé veloz,
Ou que beleza o Tempo não demarca?
Nenhuma! A menos que este meu amor
Em negra tinta guarde o seu fulgor
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
sábado, 12 de setembro de 2015
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Apócrifo
Estou prestes a terminar de perder minha comunicação com as pessoas.
Sinto minha liberdade excêntrica
De não precisar de nada pra viver
Basta
Ainda enxergo o cobertor roxo escuro
Em cima do guarda-roupa
Longe do meu alcance
E distante da minha vontade
Às vezes tenho vontade de destruir esse pequeno acumulador de poeira
A angústia me consome de uma maneira tão intensa
Fico perdida no espelho dos meus olhos
E me pergunto: será que você ainda me lê?
Paro e lembro da sua visão
Sinto falta do seu poder de decifrar
Se pudesse ver o quanto me transformei
Não me sinto como nada que fui
Não me reconheço diante dos seus olhos
E não sei em quem me transformei, quem eu era
Distante de mim, cada dia
Eu procuro uma saída pra encarar a realidade da vida
Humanos, não somos nada além de um pedaço de vida
Sobrevivendo como parasitas que comem pra não morrer
Todos os dias escrevendo páginas de um livro cronometrado
A vida de agora, é a mesma do futuro
Viver é só isso
É existir da melhor maneira possível
É provocar essa evasão de neutransmissores
Que de uma maneira inexplicável nos provoca prazer
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
sábado, 29 de agosto de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Acúmen
( Mesmo que eu dedicasse todas as horas dos meus dias e todas as palavras do meu vocabulário, ainda assim eu não conseguiria transmitir tudo que você é e a felicidade que você me traz diariamente. Ainda assim, ouso deixar a linguagem - com todas as suas limitações - expressar todo o meu amor).
Em um universo caótico e repleto de luzes reproduzidas
Dizeres equivocados e massas encefálicas mal feitas
Encontrei o meu par
Dançamos ao mesmo passo
Demorei tanto pra te enxergar; da maneira como você sempre foi
Presa, eu estive psicótica
Eu existi em um breve surto
Minha mente me enganou
Esse é o papel dela
Vivemos driblados nos nossos próprios pensamentos
Até nos conhecermos
Que bom que você não foi embora
Estive acordada por algumas noites
Minha pequena lucidez manteve você dentro de mim
Para que você pudesse crescer no momento certo
Agora
Viver ao seu lado: felicidade
A estabilidade que eu sempre procurei
Eu encontro todos os dias
No seu toque de vida
Na sua expressão do ser
Que me faz querer ser melhor
Melhor pra você
Melhor pra nós
Estou tão entregue a nós
Ao nosso amor,
Genuíno, verdadeiro, forte
Eu quero segurar sua mão todos os dias
Acordar ao seu lado todas as manhãs
E poder olhar pra você e saber que é real
Não tenho dúvidas quanto ao nosso futuro
Juntos, pra sempre
Nada vai me fazer deixar você.
domingo, 12 de julho de 2015
A felicidade é perfeitamente inútil
Clóvis de Barros Filho.
A felicidade é perfeitamente inútil, a vida boa é perfeitamente inútil.
"Viver é uma roubada espetacular", o que atrapalharia muito a vida são duas coisas: o divertimento e o enfado.
O que seria o divertimento? Você deseja o que não tem, de repente você consegue o que você tem, aí você não deseja mais e aí você passa a desejar outra coisa.
O divertimento seria assim trifásico: QUERER o não que se tem, conseguir o que se deseja antes e buscar outra coisa que agora se deseja.
O divertimento é marcado por um pêndulo: ou você deseja e não tem, ou você tem e não deseja mais e depois volta a desejar o que não tem.
Assim, atitude exemplo: você tem sede > desejo por líquido > bebe água > saciedade > fim do desejo
desejo de fazer xixi > desejo de ir ao banheiro e assim vamos, desejando o que não temos e buscando a saciedade, matando os desejos anteriores que promoveram o surgimento de novos desejos.
Perceba que a lógica do divertimento é a lógica do saco sem fundo.
É a lógica da saciedade impossível, é a lógica de que invariavelmente está faltando algo em você e você invariavelmente busca aquilo que te faz falta.
O segundo problema da vida é o tédio ou enfado e seria caracterizado por uma rede de utilidade.
O útil é sempre entendido como uma coisa boa e o inútil como uma coisa ruim. Perceba quando uma coisa é útil o seu valor está fora dela, o colírio é útil porque limpa os olhos, o veículo é útil porque permite o seu deslocamento pra um lugar onde você não está.
Tudo que é útil tem o seu valor fora. O primário é útil pra chegar ao ginásio, o valor do ginásio está no colegial, o valor do colegial está na faculdade o valor da faculdade está no emprego e assim você percebe que toda a utilidade faz com que o valor das coisas estejam fora dela. Portanto o inútil tem seu valor em si.
Felicidade é perfeitamente inútil porque ela vale por ela mesma. Quanto mais na nossa vida encontrarmos coisa que tem valor em si mesmo, e portanto são inúteis, a chance de vivermos melhor aumenta.
sábado, 11 de julho de 2015
Pelas atmosferas
Ele chegou sem pressa
Calmamente
Ao lar que habita agora
É o sorriso em cima do meu
O bem e a paz
Que ainda abriga
Nos olhos tristes de quem vê o real
A vontade de outro
Tornou-se única
De volta ao útero
Somos células
Aqui onde nenhuma palavra traduz
No âmago das confissões
Na origem da consciência
O paradigma que não se mente
Ousado, pediu licença para sorrir
Propôs me acompanhar pelas atmosferas
Desperta-se ao que for possível
Viva até o limite
Eu te amo
"(...) Reparei que eu tinha ficado lá." <3>3>
Calmamente
Ao lar que habita agora
É o sorriso em cima do meu
O bem e a paz
Que ainda abriga
Nos olhos tristes de quem vê o real
A vontade de outro
Tornou-se única
De volta ao útero
Somos células
Aqui onde nenhuma palavra traduz
No âmago das confissões
Na origem da consciência
O paradigma que não se mente
Ousado, pediu licença para sorrir
Propôs me acompanhar pelas atmosferas
Desperta-se ao que for possível
Viva até o limite
Eu te amo
"(...) Reparei que eu tinha ficado lá." <3>3>
domingo, 14 de junho de 2015
domingo, 17 de maio de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
Sensibilidade das noites
Podemos arriscar?
Minhas mãos estão sujas de sangue.
Ela invadiu minha mente e acorrentou minha alma.
E não mais enxergo as cores;
Eu desconhecia esse desejo incoercível de admirar um sorriso.
O seu.
Estou tão perto do que posso ser.
A leveza do seu olhar e a calma da sua fala
nunca explicarão minha vontade de viver.
Em frente pelo caminho distante.
Quando me olho e me enxergo.
Sinto-me cada vez mais perto de mim.
Tento consertar o que conheço
Com o desconheço
de ser assim
-mnq
Minhas mãos estão sujas de sangue.
Ela invadiu minha mente e acorrentou minha alma.
E não mais enxergo as cores;
Eu desconhecia esse desejo incoercível de admirar um sorriso.
O seu.
Estou tão perto do que posso ser.
A leveza do seu olhar e a calma da sua fala
nunca explicarão minha vontade de viver.
Em frente pelo caminho distante.
Quando me olho e me enxergo.
Sinto-me cada vez mais perto de mim.
Doce menina que me trouxe de volta a vida,
que me mostrou o caminho da tranquilidade.
Quero te mostrar o mais profundo de mim
Tento consertar o que conheço
Com o desconheço
de ser assim
-mnq
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Exato
Deixa eu te contar
Depois que você se foi
Eu passei a dormir no seu lugar
Nao consigo ve-lo vazio
O meu consigo
Entao tenho dormido do seu lado
Pra nao ver a falta que você faz
Estou deitada nele agora
Ele esta frio, nao consigo deixá-lo quente
Mas se você vier
Eu saio pra você deitar
-mnq
-mnq
terça-feira, 7 de abril de 2015
L.H.
No interior de um mundo submerso a pesos
Estende-se um longo caminho movimentado
Movido por tufos de objetos e laços
Por pessoas, matérias, e até outros seres.
Levado por uma longa caminhada de outono
Por folhas, se estende uma melancolia borrada
Por grandes árvores vermelhas em todo o período
A palavra esconde a base do percurso: amor.
Um sopro clandestino aterroriza o movimento parado
Pessoas de alto nível camingular vão para longe
Por sorte objetos são transferidos para outros
Na placa a frente um nome sutil: saudade.
terça-feira, 31 de março de 2015
Dualismo das tardes
L.H.
Não que eu fale nada a respeito dos ventos,Mas minha alma não aspira mais a beleza das flores.
Sozinho para pensar, refletir e tentar seguir em frente
Sem perfumes, sem cheiro de amora, sem cinzas
Mas com vermelho-rubis que insistem em permanecer.
É assim os dias agora:
De um lado a saudade intensa,
E de outro o meu socorro refugiado detrás dos livros.
E... Claro: futuros brilhantes novamente.
Quanto tédio
domingo, 29 de março de 2015
Explicação
Quão estranho planejas
seguir nas correntezas dessas marés distantes;
andar nas matas que te assombram;
beber da água envenenada,
que é a vida.
transcorrer os dias abaixo do sol
que queima e faz cicatrizes,
de quem um dia viveu sobre a terra.
vamos, aqui não choverá nunca mais.
-mnq
seguir nas correntezas dessas marés distantes;
andar nas matas que te assombram;
beber da água envenenada,
que é a vida.
transcorrer os dias abaixo do sol
que queima e faz cicatrizes,
de quem um dia viveu sobre a terra.
vamos, aqui não choverá nunca mais.
-mnq
quarta-feira, 25 de março de 2015
Escrevo pra você porque quando escrevo sai um pouco desse
sentimento estranho que ainda vive aqui em mim. Dessa vontade absurda de te
abraçar toda vez que te vejo, de chegar perto de você. E então olhar no fundo dos
seus olhos, no mais profundo ser que é você e de conseguir olhar fixamente,
enxergar todas as coisas que regem dentro de você e amar cada parte, cada
defeito, cada pedaço que existe. E querer construir um mundo pra girar em torno
de você e querer ser o melhor que posso ser pra ser o que você merece.
Ambivalência.
Venha.
Chega.
Ou
Some.
Mas não flutua,
Desaparece de mim, sentimento
inútil;
Desaparece de vez.
Siga seu rumo.
Tem lugar pra você aqui,
sentimento..
Mas você precisa se decidir.
Se você vai embora ou ficar.
Eu não posso suportar acordar
com você.
Eu não aguento mais deixar
você ficar se alimentando de mim.
Eu não consigo ver você
indeciso assim.
Existindo em mim só por
existir.
Se for pra você ficar, então que
seja pra te expandir.
Pra exalar essa energia boa
que você traz.
Apenas por existir.
Pare.
Você está flutuando agora.
Você quer expandir, você quer
ficar.
Mas você não vê mais motivo
pra ficar nessa matéria.
Que sou eu.
Essa matéria sem alma que
vive.
Que lamenta.
Que sente a falta daquele que
não quer voltar.
É.
Para de oscilar.
Sentimento, você precisa se
decidir.
Universo,
Me dê motivos pra ficar.
Disse o Sr. Sentimento,
dentro deste corpo.
É um grito, pra acontecer o
que for melhor.
Pra energia que existe nos
átomos.
No mais interno de todas as
ciências.
No endocárdio.
No músculo mais profundo do
coração.
Aquele que tem contato direto
com o sangue.
Aquele que consegue enxergar
cada gota de energia que vem de fora.
Viva em mim, sentimento.
Viva dessa forma interna,
porque você achou sua metade.
Sujeito fixo, que faz
cada neurotransmissor congelar por alguns instantes.
Prefiro você assim, grande em
mim. Não quero que você vá embora. Não quero perder você assim, sentimento. Mas
entendo sua ambivalência, de existir ainda que ela tenha ido embora. Você não
vê mais motivos pra ficar. Tudo evoluiu. Nada será igual era antes. Porque não
existe mais "nós". Eu entendo que você tenha que ir, mas às vezes eu me sinto tão
segura de guardar um lugar pra você aqui. Cada célula sofre tanto quando
você vai embora. Quando a histeria toma conta
de você e você escolhe errado.
Olha só você.
Flutuando de novo.
Precisa tomar um rumo,
sentimento.
Assim você não consegue.
Não há vida assim.
Se for pra ir embora, vá mas
não fique boiando.
Levanta.
Não sofra mais.
Espere.
Fique aqui.
Existe uma realidade boa.
Há poucas pessoas que
entendem tudo.
Ela é uma dessas:
Que a inteligência exala.
Que sabe tudo mais profundo.
Que sorri e encanta tudo.
Que entende tudo profundamente.
Querido sentimento,
Você precisa se decidir.
Some.
Ou
Chega.
Venha.
domingo, 22 de março de 2015
Aquele que amo é aquele que me limita
O livro da dor e do amor / J.-D. Nasio
p.60
A representação mais singular do meu amado, a que será superinvestida
imediatamente depois do seu desaparecimento, é a representação do
que eu não posso ter, mas também do que não quero ter: a satisfação
absoluta. O amado representa um limite, representa o meu limite.
Assim, não só o amado me dá a minha imagem, garante a consistência
da minha realidade e torna tolerável a minha insatisfação, mas também
representa o freio para o desmedido de uma satisfação absoluta que eu
não poderia suportar. Em resumo, o eleito — que qualificamos de
amado, mas que também pode ser odiado, temido ou desejado —
representa a minha barreira protetora contra um gozo que eu considero
perigoso, embora o saiba inacessível. Pela sua presença real, imaginária
e simbólica, ele é, no exterior, o que o recalcamento é no interior. Essa
barreira viva, que me evita os gozos extremos e me garante uma
insatisfação tolerável, não me impede por isso de sonhar com o gozo
absoluto. Pelo contrário, o meu eleito alimenta as minhas ilusões e me
incita a sonhar.
Assim, compreende-se por que se sofre quando o outro eleito
desaparece. Com ele, desaparecem as insatisfações cotidianas e toleráveis
dos meus desejos, e eu me torno então todo insatisfação ou, o
que dá no mesmo, todo satisfação. O que a morte do outro acarreta de
essencial é a morte de um limite. Assim, o trabalho do luto é a
reconstrução de um novo limite.
*
sábado, 21 de março de 2015
Aquele que sofre confunde a causa que desencadeia a sua dor e as
causas profundas. Confunde a perda do outro amado e os transtornos
pulsionais que essa perda acarreta. Acredita que a razão da sua dor
está no desaparecimento do amado, enquanto a verdadeira causa não
está fora, mas dentro do eu, nos seus alicerces, no reino do Isso.
*
Não há dor sem o eu, mas a dor não está no eu; está no Isso. Para que
haja dor, são necessários três gestos do eu: que ele ateste a irremediável
realidade da perda do amado, que perceba a maré pulsional que invade
o Isso — verdadeira fonte da dor — e que ele traduza essa endopercepção
em sentimento doloroso.
Muitas vezes, o paciente sofre sem saber por que está triste nem que
perda sofreu. Outras vezes, é habitado pela dor, sem mesmo saber que
sofre. É o caso do alcoólatra que ignora que uma profunda dor está na
origem da sua sede compulsiva. Bebe para embriagar seu eu e neutralizar
assim a sua capacidade de perceber as turbulências no Isso. As
turbulências pulsionais estão ali, mas o eu anestesiado pelo álcool não
chega a traduzi-las em emoção dolorosa. Como se o álcool tivesse
como efeito neutralizar a função do eu, tradutor da língua do Isso em
língua dos sentimentos conscientes.
*
causas profundas. Confunde a perda do outro amado e os transtornos
pulsionais que essa perda acarreta. Acredita que a razão da sua dor
está no desaparecimento do amado, enquanto a verdadeira causa não
está fora, mas dentro do eu, nos seus alicerces, no reino do Isso.
*
Não há dor sem o eu, mas a dor não está no eu; está no Isso. Para que
haja dor, são necessários três gestos do eu: que ele ateste a irremediável
realidade da perda do amado, que perceba a maré pulsional que invade
o Isso — verdadeira fonte da dor — e que ele traduza essa endopercepção
em sentimento doloroso.
Muitas vezes, o paciente sofre sem saber por que está triste nem que
perda sofreu. Outras vezes, é habitado pela dor, sem mesmo saber que
sofre. É o caso do alcoólatra que ignora que uma profunda dor está na
origem da sua sede compulsiva. Bebe para embriagar seu eu e neutralizar
assim a sua capacidade de perceber as turbulências no Isso. As
turbulências pulsionais estão ali, mas o eu anestesiado pelo álcool não
chega a traduzi-las em emoção dolorosa. Como se o álcool tivesse
como efeito neutralizar a função do eu, tradutor da língua do Isso em
língua dos sentimentos conscientes.
*
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho, logo, mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está ligada.
Mas esta linda e pura semidéia,
que, como um acidente em seu sujeito,
assim como a alma minha se conforma,
está no pensamento como idéia:
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como a matéria simples busca a forma.
- Luís Vaz de Camões
por virtude do muito imaginar;
não tenho, logo, mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está ligada.
Mas esta linda e pura semidéia,
que, como um acidente em seu sujeito,
assim como a alma minha se conforma,
está no pensamento como idéia:
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como a matéria simples busca a forma.
- Luís Vaz de Camões
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