Ele chegou sem pressa
Calmamente
Ao lar que habita agora
É o sorriso em cima do meu
O bem e a paz
Que ainda abriga
Nos olhos tristes de quem vê o real
A vontade de outro
Tornou-se única
De volta ao útero
Somos células
Aqui onde nenhuma palavra traduz
No âmago das confissões
Na origem da consciência
O paradigma que não se mente
Ousado, pediu licença para sorrir
Propôs me acompanhar pelas atmosferas
Desperta-se ao que for possível
Viva até o limite
Eu te amo
"(...) Reparei que eu tinha ficado lá." <3>3>
sábado, 11 de julho de 2015
domingo, 14 de junho de 2015
domingo, 17 de maio de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
Sensibilidade das noites
Podemos arriscar?
Minhas mãos estão sujas de sangue.
Ela invadiu minha mente e acorrentou minha alma.
E não mais enxergo as cores;
Eu desconhecia esse desejo incoercível de admirar um sorriso.
O seu.
Estou tão perto do que posso ser.
A leveza do seu olhar e a calma da sua fala
nunca explicarão minha vontade de viver.
Em frente pelo caminho distante.
Quando me olho e me enxergo.
Sinto-me cada vez mais perto de mim.
Tento consertar o que conheço
Com o desconheço
de ser assim
-mnq
Minhas mãos estão sujas de sangue.
Ela invadiu minha mente e acorrentou minha alma.
E não mais enxergo as cores;
Eu desconhecia esse desejo incoercível de admirar um sorriso.
O seu.
Estou tão perto do que posso ser.
A leveza do seu olhar e a calma da sua fala
nunca explicarão minha vontade de viver.
Em frente pelo caminho distante.
Quando me olho e me enxergo.
Sinto-me cada vez mais perto de mim.
Doce menina que me trouxe de volta a vida,
que me mostrou o caminho da tranquilidade.
Quero te mostrar o mais profundo de mim
Tento consertar o que conheço
Com o desconheço
de ser assim
-mnq
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Exato
Deixa eu te contar
Depois que você se foi
Eu passei a dormir no seu lugar
Nao consigo ve-lo vazio
O meu consigo
Entao tenho dormido do seu lado
Pra nao ver a falta que você faz
Estou deitada nele agora
Ele esta frio, nao consigo deixá-lo quente
Mas se você vier
Eu saio pra você deitar
-mnq
-mnq
terça-feira, 7 de abril de 2015
L.H.
No interior de um mundo submerso a pesos
Estende-se um longo caminho movimentado
Movido por tufos de objetos e laços
Por pessoas, matérias, e até outros seres.
Levado por uma longa caminhada de outono
Por folhas, se estende uma melancolia borrada
Por grandes árvores vermelhas em todo o período
A palavra esconde a base do percurso: amor.
Um sopro clandestino aterroriza o movimento parado
Pessoas de alto nível camingular vão para longe
Por sorte objetos são transferidos para outros
Na placa a frente um nome sutil: saudade.
terça-feira, 31 de março de 2015
Dualismo das tardes
L.H.
Não que eu fale nada a respeito dos ventos,Mas minha alma não aspira mais a beleza das flores.
Sozinho para pensar, refletir e tentar seguir em frente
Sem perfumes, sem cheiro de amora, sem cinzas
Mas com vermelho-rubis que insistem em permanecer.
É assim os dias agora:
De um lado a saudade intensa,
E de outro o meu socorro refugiado detrás dos livros.
E... Claro: futuros brilhantes novamente.
Quanto tédio
domingo, 29 de março de 2015
Explicação
Quão estranho planejas
seguir nas correntezas dessas marés distantes;
andar nas matas que te assombram;
beber da água envenenada,
que é a vida.
transcorrer os dias abaixo do sol
que queima e faz cicatrizes,
de quem um dia viveu sobre a terra.
vamos, aqui não choverá nunca mais.
-mnq
seguir nas correntezas dessas marés distantes;
andar nas matas que te assombram;
beber da água envenenada,
que é a vida.
transcorrer os dias abaixo do sol
que queima e faz cicatrizes,
de quem um dia viveu sobre a terra.
vamos, aqui não choverá nunca mais.
-mnq
quarta-feira, 25 de março de 2015
Escrevo pra você porque quando escrevo sai um pouco desse
sentimento estranho que ainda vive aqui em mim. Dessa vontade absurda de te
abraçar toda vez que te vejo, de chegar perto de você. E então olhar no fundo dos
seus olhos, no mais profundo ser que é você e de conseguir olhar fixamente,
enxergar todas as coisas que regem dentro de você e amar cada parte, cada
defeito, cada pedaço que existe. E querer construir um mundo pra girar em torno
de você e querer ser o melhor que posso ser pra ser o que você merece.
Ambivalência.
Venha.
Chega.
Ou
Some.
Mas não flutua,
Desaparece de mim, sentimento
inútil;
Desaparece de vez.
Siga seu rumo.
Tem lugar pra você aqui,
sentimento..
Mas você precisa se decidir.
Se você vai embora ou ficar.
Eu não posso suportar acordar
com você.
Eu não aguento mais deixar
você ficar se alimentando de mim.
Eu não consigo ver você
indeciso assim.
Existindo em mim só por
existir.
Se for pra você ficar, então que
seja pra te expandir.
Pra exalar essa energia boa
que você traz.
Apenas por existir.
Pare.
Você está flutuando agora.
Você quer expandir, você quer
ficar.
Mas você não vê mais motivo
pra ficar nessa matéria.
Que sou eu.
Essa matéria sem alma que
vive.
Que lamenta.
Que sente a falta daquele que
não quer voltar.
É.
Para de oscilar.
Sentimento, você precisa se
decidir.
Universo,
Me dê motivos pra ficar.
Disse o Sr. Sentimento,
dentro deste corpo.
É um grito, pra acontecer o
que for melhor.
Pra energia que existe nos
átomos.
No mais interno de todas as
ciências.
No endocárdio.
No músculo mais profundo do
coração.
Aquele que tem contato direto
com o sangue.
Aquele que consegue enxergar
cada gota de energia que vem de fora.
Viva em mim, sentimento.
Viva dessa forma interna,
porque você achou sua metade.
Sujeito fixo, que faz
cada neurotransmissor congelar por alguns instantes.
Prefiro você assim, grande em
mim. Não quero que você vá embora. Não quero perder você assim, sentimento. Mas
entendo sua ambivalência, de existir ainda que ela tenha ido embora. Você não
vê mais motivos pra ficar. Tudo evoluiu. Nada será igual era antes. Porque não
existe mais "nós". Eu entendo que você tenha que ir, mas às vezes eu me sinto tão
segura de guardar um lugar pra você aqui. Cada célula sofre tanto quando
você vai embora. Quando a histeria toma conta
de você e você escolhe errado.
Olha só você.
Flutuando de novo.
Precisa tomar um rumo,
sentimento.
Assim você não consegue.
Não há vida assim.
Se for pra ir embora, vá mas
não fique boiando.
Levanta.
Não sofra mais.
Espere.
Fique aqui.
Existe uma realidade boa.
Há poucas pessoas que
entendem tudo.
Ela é uma dessas:
Que a inteligência exala.
Que sabe tudo mais profundo.
Que sorri e encanta tudo.
Que entende tudo profundamente.
Querido sentimento,
Você precisa se decidir.
Some.
Ou
Chega.
Venha.
domingo, 22 de março de 2015
Aquele que amo é aquele que me limita
O livro da dor e do amor / J.-D. Nasio
p.60
A representação mais singular do meu amado, a que será superinvestida
imediatamente depois do seu desaparecimento, é a representação do
que eu não posso ter, mas também do que não quero ter: a satisfação
absoluta. O amado representa um limite, representa o meu limite.
Assim, não só o amado me dá a minha imagem, garante a consistência
da minha realidade e torna tolerável a minha insatisfação, mas também
representa o freio para o desmedido de uma satisfação absoluta que eu
não poderia suportar. Em resumo, o eleito — que qualificamos de
amado, mas que também pode ser odiado, temido ou desejado —
representa a minha barreira protetora contra um gozo que eu considero
perigoso, embora o saiba inacessível. Pela sua presença real, imaginária
e simbólica, ele é, no exterior, o que o recalcamento é no interior. Essa
barreira viva, que me evita os gozos extremos e me garante uma
insatisfação tolerável, não me impede por isso de sonhar com o gozo
absoluto. Pelo contrário, o meu eleito alimenta as minhas ilusões e me
incita a sonhar.
Assim, compreende-se por que se sofre quando o outro eleito
desaparece. Com ele, desaparecem as insatisfações cotidianas e toleráveis
dos meus desejos, e eu me torno então todo insatisfação ou, o
que dá no mesmo, todo satisfação. O que a morte do outro acarreta de
essencial é a morte de um limite. Assim, o trabalho do luto é a
reconstrução de um novo limite.
*
sábado, 21 de março de 2015
Aquele que sofre confunde a causa que desencadeia a sua dor e as
causas profundas. Confunde a perda do outro amado e os transtornos
pulsionais que essa perda acarreta. Acredita que a razão da sua dor
está no desaparecimento do amado, enquanto a verdadeira causa não
está fora, mas dentro do eu, nos seus alicerces, no reino do Isso.
*
Não há dor sem o eu, mas a dor não está no eu; está no Isso. Para que
haja dor, são necessários três gestos do eu: que ele ateste a irremediável
realidade da perda do amado, que perceba a maré pulsional que invade
o Isso — verdadeira fonte da dor — e que ele traduza essa endopercepção
em sentimento doloroso.
Muitas vezes, o paciente sofre sem saber por que está triste nem que
perda sofreu. Outras vezes, é habitado pela dor, sem mesmo saber que
sofre. É o caso do alcoólatra que ignora que uma profunda dor está na
origem da sua sede compulsiva. Bebe para embriagar seu eu e neutralizar
assim a sua capacidade de perceber as turbulências no Isso. As
turbulências pulsionais estão ali, mas o eu anestesiado pelo álcool não
chega a traduzi-las em emoção dolorosa. Como se o álcool tivesse
como efeito neutralizar a função do eu, tradutor da língua do Isso em
língua dos sentimentos conscientes.
*
causas profundas. Confunde a perda do outro amado e os transtornos
pulsionais que essa perda acarreta. Acredita que a razão da sua dor
está no desaparecimento do amado, enquanto a verdadeira causa não
está fora, mas dentro do eu, nos seus alicerces, no reino do Isso.
*
Não há dor sem o eu, mas a dor não está no eu; está no Isso. Para que
haja dor, são necessários três gestos do eu: que ele ateste a irremediável
realidade da perda do amado, que perceba a maré pulsional que invade
o Isso — verdadeira fonte da dor — e que ele traduza essa endopercepção
em sentimento doloroso.
Muitas vezes, o paciente sofre sem saber por que está triste nem que
perda sofreu. Outras vezes, é habitado pela dor, sem mesmo saber que
sofre. É o caso do alcoólatra que ignora que uma profunda dor está na
origem da sua sede compulsiva. Bebe para embriagar seu eu e neutralizar
assim a sua capacidade de perceber as turbulências no Isso. As
turbulências pulsionais estão ali, mas o eu anestesiado pelo álcool não
chega a traduzi-las em emoção dolorosa. Como se o álcool tivesse
como efeito neutralizar a função do eu, tradutor da língua do Isso em
língua dos sentimentos conscientes.
*
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho, logo, mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está ligada.
Mas esta linda e pura semidéia,
que, como um acidente em seu sujeito,
assim como a alma minha se conforma,
está no pensamento como idéia:
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como a matéria simples busca a forma.
- Luís Vaz de Camões
por virtude do muito imaginar;
não tenho, logo, mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está ligada.
Mas esta linda e pura semidéia,
que, como um acidente em seu sujeito,
assim como a alma minha se conforma,
está no pensamento como idéia:
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como a matéria simples busca a forma.
- Luís Vaz de Camões
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Inexplicável
Desde que te conheci, tenho reconhecido o quanto de mim resta em uma mala. Poderia ter sido jogada fora, mas estava guardada onde ninguém acharia. De pé a janela, observo o nublado e sinto aquele vazio sendo preenchido por algo nao totalmente conhecido: era você chegando. Separei um canto limpo para que você pudesse ocupar, mas ainda assim sentia que tudo ali estava empoeirado. Tons de cinza preenchiam o ambiente e eu sentia necessidade de mostrar a parte bonita que ainda existia empoeirada e empilhada. A mala continuava guardada. Três ou quatro andares, havia muito a ser mostrado. Nao sentia vontade de fazer mais nada além de mostrar o que ali existia. Apesar da ansiedade em viver aquilo, fica demasiadamente desapontada por tudo ser preenchido em cinza.
O seu canto foi tornando-se pequeno logo após a sua chegada, você foi ocupando cada vez mais espaço e colocando cor onde havia cinza. Agora sim havia mais de mim pra te mostrar, havia cores e luz, claridade. Pensei que estivesse, talvez, te mostrando a parte boa que ali existia, mas na verdade era você, colocado a melhor parte de voce em mim.
Abri a mala, nao havia mais um grão de poeira. Nem parecia que estava tanto tempo guardada.
Sem lado, sem crime, sem direção; o pulso diz: permaneça pois eu sentiria sua falta ate mesmo se você nao existisse.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Estrela
Tão mesquinha. Tão profunda.
És. Distante de tudo, por escolha: não. Uma sim. Monstro.
Horrivelmente afasta tudo que te faz bem. Existe por existir, em frente por um pulso.
Fria. Intensa. És uma flor delicada que cresce e apodrece tudo ao redor, que precisa destruir qualquer sinal de vida.
Sente-se ameaçada pela nuvens mas não quer se tornar escura.
Tão rude, tão exagerada. É sua culpa ser tão repugnante.
São as suas escolhas. Complexa. Autodestrutiva.
Quer se destruir, quer se quebrar. Apenas partir, frágil.
Um dia você consegue.
WK3
És. Distante de tudo, por escolha: não. Uma sim. Monstro.
Horrivelmente afasta tudo que te faz bem. Existe por existir, em frente por um pulso.
Fria. Intensa. És uma flor delicada que cresce e apodrece tudo ao redor, que precisa destruir qualquer sinal de vida.
Sente-se ameaçada pela nuvens mas não quer se tornar escura.
Tão rude, tão exagerada. É sua culpa ser tão repugnante.
São as suas escolhas. Complexa. Autodestrutiva.
Quer se destruir, quer se quebrar. Apenas partir, frágil.
Um dia você consegue.
WK3
sábado, 12 de julho de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
36420000
Frio, escuro. Não era assim que eu precisava começar.
Digo como quem escrevia intensamente sobre os sentimentos e como quem alimentava-se de sonhos.
Meu oxigênio ainda continua sendo o mesmo, porém as mudanças tem me consumido e enxergo-me diferente da pessoa que escrevia.
Meu oxigênio ainda continua sendo o mesmo, porém as mudanças tem me consumido e enxergo-me diferente da pessoa que escrevia.
Fiz escolhas erradas, experimentei sentimentos diferentes, aprendi, cresci, caí.. Sofri tanto. Levo comigo tantas cicatrizes e uma visão: dói cada vez menos.
Perder pessoas me deixava fraca, fria, impotente. Não agora, perder me faz ser forte, me faz querer continuar, seguir em frente. Sorrir.
Perder pessoas me deixava fraca, fria, impotente. Não agora, perder me faz ser forte, me faz querer continuar, seguir em frente. Sorrir.
Sobre os lugares que vivi, de cada um tiro uma lembrança, de cada momento uma fraqueza e de cada instante um novo sonho.
Ainda existe um pouco de mim dentro de mim.
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